Ministério da Saúde lança campanha de prevenção às DSTs e aids
A campanha de prevenção às doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e
aids do carnaval deste ano, que começa a ser veiculada a partir desta
terça-feira (25), será estendida a todos os grandes eventos e festas
populares, como São João e a Copa do Mundo. Com o slogan “Se tem festa,
festaço ou festinha, tem que ter camisinha”, a mobilização pretende
alertar para a prevenção nos momentos de divertimento. A campanha, que é
dirigida à população em geral - na faixa etária de 15 a 49 anos - foi
apresentada nesta terça-feira (25) pelo ministro da Saúde, Arthur
Chioro, em Brasília.
O estímulo ao uso do preservativo durante as festas realizadas
anualmente em todo o Brasil é um dos focos da campanha. São dois filmes:
o primeiro fala de festas, mas não se restringe ao carnaval e será
usado durante todo o ano. Este filme mostra imagens com os principais
eventos que irão acontecer nas mais diversas regiões do Brasil, como a
Copa do Mundo, o carnaval, festas juninas, parada gay, entre outros. O
segundo filme é sobre o personagem Juca, que apresenta situações
divertidas para todos os tipos de festas e ocasiões, com enfoque no uso
da camisinha.
“Estamos reforçando a ideia de que a prevenção deve ser feita durante
todo o ano, e não apenas no carnaval. Além disso, reafirmamos a
necessidade de trabalhar com todos os grupos da sociedade, independente
de faixa etária ou gênero, ou seja, o alvo é população brasileira
sexualmente ativa”, afirmou o ministro ao apresentar a campanha.
“O Brasil faz campanha de prevenção durante todo o ano, sempre em
parceria com as secretarias municipais de saúde, organizações da
sociedade civil e instituições da sociedade civil. Neste carnaval,
estamos privilegiando os momentos de festas”, explica o secretário de
Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa. O
secretário também ressaltou a importância do diagnóstico precoce.
“Qualquer pessoa que tiver vida sexual ativa deve fazer o teste. Desde o
ano passado o protocolo para adultos, adotado pelo Brasil, já indica o
início imediato do tratamento para as pessoas que descobrirem ser
soropositivas”, observa Jarbas Barbosa.
CENÁRIO DA INFECÇÃO - A epidemia de aids no Brasil
está estabilizada, com taxa de detecção em torno de 20 casos de aids a
cada 100 mil habitantes, o que representa cerca de 39 mil casos novos da
doença ao ano. Estimativas indicam que, atualmente, cerca de 718 mil
pessoas vivam com HIV, sendo que 150 mil desconhecem sua situação. O não
conhecimento da sorologia é hoje um dos desafios a serem enfrentados no
combate à doença no país. Atualmente, estão em tratamento com
medicamentos antirretrovirais, ofertados pelo SUS, cerca de 340 mil
pessoas.
O coeficiente de mortalidade por aids vem caindo no Brasil nos
últimos 10 anos. Em 2003, era de 6,4 casos por cada 100 mil habitantes,
caindo para 5,5 por 100 mil habitantes em 2012. Do total de óbitos por
aids no Brasil, até o ano passado, 190.215 (71,6%) ocorreram entre
homens e 75.371 (28,4%) entre mulheres.
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